• Publicada em 22 mar 2011 às 08:17
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Vírus pode ameaçar produção de maracujá de Mato Grosso do Sul

Vírus que provoca o endurecimento dos frutos foram detectados em alguns municípios do Estado.

TVMorena/ML

Foto: Divulgação

Um levantamento realizado pelas pesquisadoras doutoras da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Olita Salati Stangarlin e Cássia Regina Yuriko Ide Vieira, e pelo pesquisador Isaias de Oliveira, com a colaboração de técnicos da agência, detectou a ocorrência, em alguns municípios do Estado, de maracujazeiros infectados por um vírus que causa o endurecimento dos frutos.

O levantamento foi realizado no segundo semestre de 2010 nos municípios de Anastácio, Antônio João, Bataguassu, Dourados, Ivinhema, Mundo Novo e Ponta Porã, onde foram coletadas, em pomares de maracujazeiros comerciais e caseiros, amostras de folhas e frutos que apresentavam sintomas como mosaico, clareamento da nervura, deformação das folhas, bolhas, espessamento e endurecimento do pericarpo. As amostras foram encaminhadas para o professor responsável pelo laboratório de virologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ) em Piracicaba (SP), Jorge Alberto Marques, para análise na qual foram utilizados os testes biológico, sorológico e molecular.

Os testes detectaram a ocorrência do vírus, denominado Cowpea aphid-borne mosaic vírus (CABMV) nos municípios de Anastácio, Antonio João, Dourados e Ponta Porã. Segundo a pesquisadora Olita Salati Stangarlin, este é o primeiro relato da ocorrência do vírus do endurecimento dos frutos no Mato Grosso do Sul. “Alertamos aos produtores, para que tomem muito cuidado na compra de mudas de maracujá de estados vizinhos, onde a doença já está instalada”, diz Olita.

De acordo com a pesquisadora, os prejuízos ocasionados na cultura do maracujazeiro em decorrência do vírus são considerados graves, “com queda de produtividade, frutas sem valor comercial e redução na vida econômica do pomar, causando a inviabilidade da exploração do maracujá em importantes regiões produtoras”. O trabalho dos pesquisadores foi apresentado durante o Congresso Paulista de Fitopatologia, realizado no Instituto Agronômico de Campinas (IAC) de 15 a 17 de fevereiro.

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