- Publicada em 10 mai 2011 às 11:00
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Entre o final de abril e o início de maio, época em que, segundo a Embrapa, o Pantanal atinge o pico da cheia, os últimos ovos de jacaré começam a eclodir.
Midiamax/ML
Na fazenda Cacimba de Pedra, em pleno Pantanal de Miranda, é o som do berrante que recepciona os visitantes.
A propriedade de 1800 hectares é o refúgio de Gerson Bueno há 20 anos, paranaense de nascimento, pantaneiro de coração.
Além da produção de gado, que ocupa boa parte da propriedade, ele investe em turismo rural e na criação de jacarés em cativeiro.
Entre o final de abril e o início de maio, época em que, segundo a Embrapa, o Pantanal atinge o pico da cheia, os últimos ovos de jacaré começam a eclodir. No criadouro, restam poucos ninhos, apenas 5% do total. Gerson monitora um a um.
Do ovo, o filhote é levado para um tanque. São vários espaços, onde o animal é monitorado até a fase do abate. A cria do jacaré ocorre apenas uma vez ao ano, por isso, a reprodução precisa ser cuidadosamente acompanhada.
Há 15 anos os produtores investem em melhoramento genético. Aos dez meses os jacarés são selecionados. Os animais que crescem mais rápido e que apresentam um temperamento mais calmo são escolhidos, pois assim, a convivência do grupo é melhor.
Hoje, os animais chegam mais cedo a fase do abate, com cerca de um ano de vida. Sem a tecnologia de melhoramento genético, os animais só são abatidos com três anos.
O sistema implantado na propriedade garante a venda de seis mil jacarés por ano.
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