- Publicada em 6 dez 2011 às 07:33
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Policiais são acusados de receber propina para fazer “vista grossa” aos comboios de cigarros
CG News/AB
Um coronel da PM (Polícia Militar) é um dos sete policiais suspeitos de participarem do esquema criminoso de contrabando de cigarros liderado por Alcides Carlos Grejianin, o Polaco, apontado como o maior contrabandista do país.
A quadrilha foi alvo da operação Alvorada Voraz, realizada no último dia 23 de novembro pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e PRF (Polícia Rodoviária Federal).
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do oficial. Também foram pedidas prisões temporária e preventiva do coronel, ambas negadas pela justiça. Como o processo está em sigilo, o nome dele não será divulgado.
Os policiais militares são acusados de receber propina para fazer “vista grossa” aos comboios de cigarros, além de escolta do contrabando. Hoje, de acordo com o MPE (Ministério Público Estadual), foram decretadas as prisões preventivas de seis PMs: cabo Vanilson Nogueira da Costa, cabo Wanderlei Leite Alves, cabo Roberto Mendes, sargento Flaudemir Justino Alves, capitão Edival Alves Calixto e o soldado Nivaldo Mancuelho Portilho.
Também ficarão presos por tempo indeterminado Polaco, Denis Marcelo Grejianin (filho de Polaco), Antônio Romero Jorge Pereira (casado com irmã do Polaco e seria “laranja”), Jorge Antonio Leite Ritir (contrabandista e motorista da organização) e Márcio José Valles Cardoso (contrabandista e motorista do grupo).
Ao todo, foram expedidos 17 mandados de prisão. Um está foragido. Trata-se de Aparecido Costa, que inicialmente foi identificado como agente tributário estadual, mas a informação foi contestada pelo Sindate/MS (Sindicato dos Agentes Tributários Estaduais de Mato Grosso do Sul).
O Gaeco investiga o grupo desde outubro do ano passado. Foram realizadas apreensões de mais de 50 carretas de cigarros em Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, totalizando sete milhões e quinhentos mil maços apreendidos, avaliados em R$ 20 milhões.
Dono de um patrimônio milionário, Polaco responde a processos por contrabando de cigarro e lavagem de dinheiro A justiça federal já sequestrou seis fazendas de propriedade do contrabandista, sendo uma avaliada em R$ 20 milhões.
Alcides Grejianin também foi apontado como um dos envolvidos na morte do auditor da Receita Federal, Carlos Renato Zamo, que foi assassinado em outubro de 2006. Ele foi encontrado carbonizado dentro de um veículo na MS-295, entre as cidades de Iguatemi e Eldorado.
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Comentário de
eu — 6 de dezembro de 2011 às 08:31
Engraçado nome de coronel nao colocam, por que será?De praças fazem questao de colocar. Coloquem nome e foto pra saber quem é essa pessoa. Mais feio é um coronel se envolver com esses tipos de coisas……..