- Publicada em 16 jan 2012 às 13:57
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Midiamax/ML
Após uma onda de assaltos a postos de combustível no final de 2011, foi preso na noite da última sexta-feira (13), Cleyton Rogério Oliveira da Silva, 30 anos, reconhecido como autor dos crimes. Ele foi encontrado em Costa Rica, na casa da mãe.
De setembro a dezembro do ano passado, foram 21 roubos, que eram alternados entre os postos Mil, localizado na avenida Manoel da Costa Lima, e Bonato, no bairro Pioneira. No início, Cleyton agia junto com um comparsa, mas nos dois últimos meses passou a assaltar sozinho.
De acordo com o delegado da Derf (Delegacia Especializada em Roubos e Furtos), Fábio Peró, Cleyton já era reconhecido pelos frentistas e nem precisava mais anunciar o assalto. Ele conta que o autor chegava e só dizia: “Já sabe qual é o procedimento, né?!”.
Os fatos de Clayton agir primeiro em dupla e depois sozinho, utilizar motos diferentes para realizar os assaltos e a rapidez que sumia da região dos postos, dificultaram a investigação da Polícia Civil.
Clayton nega todos os assaltos e garante que estava em Costa Rica há quarto meses. “Tenho família e eles estavam me ajudando a largar as drogas, eu estava até trabalhando e indo á igreja”, diz o acusado.
Segundo o delegado, Cleyton é dependente químico e roubava para sustentar o vício. Ele cumpriu pena no Instituto Penal até março de 2011 e tem passagem por roubo e homicídio. O acusado permanece preso na Derf até a concluir a investigação. A pena por roubo é em torno de cinco anos e, de acordo com Peró, neste ele cumprirá pelo tanto de roubos cometidos.
Posto
Para a gerência do posto de combustível Mil, o que mais revoltava era a forma como Cleyton agia nos assaltos. “Ele era frio e abusado, chegava, descia da moto, ficava andando pelo pátio e abordava os frentistas, na maior tranquilidade”, conta o gerente, que quis preservar o nome.
Ele lembra que uma das últimas “visitas” de Cleyton ao posto foi a mais inusitada, por ser no início da tarde, às 14h30, e ainda assaltou uma cliente dentro do carro. “Ele abordou a mulher enquanto o nosso segurança estava no escritório recebendo, e sem preocupação alguma”, diz o gerente.
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