- Publicada em 8 ago 2011 às 14:50
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De acordo com o promotor, o cunhado da jovem, Hugleice da Silva, de 28 anos, e o enfermeiro Jodimar Ximenes, de 40 anos, serão acusados pelos crimes de prática de aborto seguida de morte e ocultação de cadáver.
G1/ML
Os suspeitos de envolvimento no aborto malsucedido que resultou na morte da jovem Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos, devem ir a júri popular, segundo o promotor de justiça Humberto Lapa Ferri. Ele informou que vai oferecer as denúncias contra os suspeitos, nesta segunda-feira (8), na 1ª Vara Criminal do Fórum de Sidrolândia, distante 70 quilômetros de Campo Grande.
De acordo com o promotor, o cunhado da jovem, Hugleice da Silva, de 28 anos, e o enfermeiro Jodimar Ximenes, de 40 anos, serão acusados pelos crimes de prática de aborto seguida de morte e ocultação de cadáver.
“O aborto está entre os crimes de competência do tribunal do júri porque é considerado um crime doloso contra a vida. Por isso o Ministério público entende que os acusados devem ir à júri popular”, explicou o promotor.
Silva e Ximenes estão presos em caráter temporário desde julho, mas podem ser liberados na sexta-feira (12). Ferri informou que, com a denúncia, solicitou a prisão preventiva dos dois suspeitos. Se a Justiça acatar o pedido, eles poderão permanecer presos por tempo indeterminado.
O advogado José Roberto Rodrigues da Rosa, que defende Silva, informou que não concorda com o pedido de prisão preventiva e vai entrar com um recurso para revogação da prisão.
Davi Moura Olindo, advogado que defende Ximenes, também questionou o pedido de prisão preventiva feito pelo promotor. “Meu cliente se apresentou à polícia quando foi necessário e em nenhum momento resistiu. Ele não está preocupado se vai ficar preso ou não, o que ele quer é que os fatos sejam elucidados”, afirmou o advogado. Olindo também entrará com o pedido de revogação da prisão.
Caso
O corpo da jovem Marielly foi encontrado em um canavial no dia 11 de junho. Antes disso, a família já havia iniciado campanha em busca da jovem, que havia desaparecido no dia 21 de maio. Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a estudante morreu em decorrência de um aborto malsucedido.
O cunhado de Marielly, Hugleice da Silva, e o enfermeiro Jodimar Ximenes foram presos, suspeitos de envolvimento na morte da jovem. Inicialmente, Silva negou que tivesse qualquer relação com o caso, mas confessou que teve um relacionamento com a garota e que a levou para fazer o aborto em Sidrolândia.
Segundo informações do inquérito feito pela Polícia Civil, Silva teria conseguido o telefone de Ximenes com um caminhoneiro que presta serviços para a empresa em que ele trabalha. Depois teria marcado um encontro na casa do enfermeiro, em Sidrolândia. No dia do crime, o cunhado teria levado Marielly até a casa do enfermeiro. O aborto resultou na morte da jovem. Os dois teriam levado o corpo para o canavial.
Apesar de ter confessado que manteve um caso amoroso com Marielly, Silva nega que seja o pai da criança que a cunhada esperava. Mesmo com as confissões do cunhado, o enfermeiro nega participação no crime.
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Comentário de
aff!!! — 11 de agosto de 2011 às 10:18
vagabundo!!