- Publicada em 12 jan 2012 às 13:22
- vista 107 vezes
CGNews/ML
O ex-prefeito de Dourados, Ari Artuzi, pode ser obrigado a pagar os custos com a eleição fora de época do ano passado, quando Murilo Zauith (PSB) foi eleito prefeito. Isso porque o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, firmaram uma parceria que facilitará a recuperação judicial de recursos gastos com as chamadas eleições suplementares.
Um levantamento do tribunal revelou que desde 2004 a União já gastou cerca de R$ 6 milhões com eleições extemporâneas, sendo quase metade gasto entre 2010 e 2011. As eleições fora de época ocorrem quando há indeferimento do registro de candidatura do eleito ou cassação de mandato.
Ari Artuzi renunciou a prefeitura há exatamente dois anos, após ser preso durante a Operação Uragano, deflagrada pela Polícia Federal no dia 1º de setembro de 2010 após o jornalista Eleandro Passaia denunciar a existência de um suposto esquema de corrupção e desvio de verbas públicas na Prefeitura de Dourados. Além de Artuzi foram presos o ex-vice-prefeito Carlinhos Cantor, nove vereadores, secretários municipais, servidores públicos e empresários de Dourados.
Entre os gastos da Justiça Eleitoral incluem-se pagamento de despesas com auxílio alimentação dos mesários e transporte de urnas eletrônicas. Desde dezembro de 2008 foram realizadas 176 eleições suplementares. A parceria que vale por cinco anos garante que a Justiça Eleitoral repasse à Advocacia-Geral da União informações sobre políticos que tiveram seus mandatos cassados. Os dados serão transmitidos sem a emissão de juízo e a AGU avaliará se deve responsabilizar judicialmente e cobrar de determinado político o custo gerado.
A Justiça também informará os custos com a nova eleição. Assim, os advogados da União poderão ajuizar as ações de ressarcimento cobrando os valores gastos, bem como o pagamento de danos morais pelo desgaste de obrigar a sociedade de determinado município a se mobilizar, preparar uma nova eleição e votar novamente.
Os políticos afastados também podem pagar pelos prejuízos sofridos pelo Estado com relação ao tempo em que o município ficou sem representante. As ações tramitaram na Justiça Federal. Entre as irregularidades que levam a cassação estão compra de votos, abuso de poder político ou econômico e utilização indevida dos meios de comunicação.
Murilo Zauith foi eleito prefeito no dia 6 de fevereiro de 2011. A eleição levou 101.135 (72,61%) pessoas às urnas na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul. Zauith (DEM) foi eleito com 70.906 votos (70,11%). A abstenção foi de 38.146 eleitores (27,39%), 6 pontos percentuais a mais que nas eleições que elegeram Ari Artuzi. A eleição foi realizada por determinação da Justiça Eleitoral.
AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Coxim Agora. É proibida a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. Comentários postados que não respeitem os critérios exigidos neste aviso poderão ser retirados sem notificação.Nenhum Comentário Quero comentar!
Nenhum comentário ainda.
Feed RSS para comentários sobre este post. Topo da Página




