- Publicada em 4 out 2011 às 07:19
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Keila Flores com Portal AL
Durante o Seminário Regional para discutir as propostas de orçamento da União para 2012, realizado hoje (03) na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o deputado estadual Junior Mochi (PMDB) falou da importância de se investir em saúde e recuperação de áreas degradadas, mas defendeu que o orçamento da União seja mais imperativo, garantindo que os recursos destinados aos municípios sejam de fato cumpridos.
Além disso, Mochi solicitou que seja destinado no orçamento recursos para um programa especial nacional para prevenção, combate e recuperação de dependentes químicos. “Em nenhum momento vemos dinheiro sendo empenhado para prevenção, repressão e combate ao uso de drogas”, falou.
Estes seminários irão ocorrer em 11 cidades brasileiras e por solicitação do deputado federal Edson Giroto, a primeira a sediar o evento foi Campo Grande. De acordo com o deputado Giroto (PR/MS), que é o relator setorial de Cidades da Lei Orçamentária de 2012, “os seminários são importantes para que a população seja ouvida e o Congresso Nacional possa distribuir os recursos públicos de forma a alcançar maiores retornos para o povo brasileiro”.
O encontro foi presidido pelo deputado federal e relator geral do orçamento, Arlindo Chinaglia (PT-SP) que explicou sobre os aspectos da peça orçamentária e informou o andamento do cronograma do projeto dentro da CMO (Comissão Mista Orçamentária). O Orçamento de 2012 prevê recursos para investimentos no valor de R$ 165,3 bilhões, quantia que é 8,3% superior ao disponível em 2011. Desse total, R$ 106,8 bilhões são oriundos das estatais e R$ 58,5 bilhões do orçamento fiscal e da seguridade.
O senador Walter Pinheiro (PT-BA) apresentou as metas e diretrizes do PPA, estimado em R$ 5,4 trilhões para os próximos quatro anos. Segundo ele, R$ 2,5 trilhões serão para a área social, R$ 1,3 trilhão para infraestrutura e R$ 900 bilhões para inclusão produtiva e setor ambiental. “O volume é 38% maior do que o previsto no plano anterior. Na área social, os recursos serão aplicados na geração de emprego, educação, saúde, agricultura familiar e programas de transferência de renda. Na infraestrutura, os investimentos serão em habitação, petróleo, gás, energia e transportes”, salienta.
O relatório do projeto deverá ser votado pela Comissão de Orçamento até o dia 26 de outubro e, pelo Plenário do Congresso, até 2 de novembro.
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