• Publicada em 23 dez 2011 às 14:45
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Brasil usou 25 mil implantes de silicone de marca suspeita

UOL/ML

Foto: Folha Imagem

Foram implantadas no Brasil cerca de 25 mil próteses mamárias da empresa francesa PIP, e as autoridades sanitárias não definiram se, como na França, recomendarão às milhares de mulheres que as utilizam que se submetam a uma cirurgia para retirá-las, disse nesta sexta-feira uma fonte oficial.

“Ainda não há uma recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, que estuda o caso para definir uma orientação, disse à AFP um porta-voz dessa agência sanitária do governo brasileiro.

A marca foi proibida no Brasil em abril de 2010, depois das primeiras evidências de problemas, apesar de antes disso terem sido usados 25 mil implantes no país, segundo a Anvisa.

No Brasil são realizadas a cada ano 100 mil cirurgias de implante mamário de silicone, informou a SBCP.

França em alerta

O governo francês recomendou nesta sexta-feira retirar “a título preventivo” os implantes mamários de marca PIP de cerca de 30.000 mulheres, apesar de esclarecer que não existem provas de que essas prótese aumentem o risco de câncer.

De acordo com o ministério francês, um número não conhecido desses implantes contém silicone em gel inapropriado para uso médico e portanto apresenta um risco potencial para a saúde em caso de ruptura da prótese.

“Os fatos médicos que conhecemos indicam que essas próteses podem produzir uma ruptura mais precoce e com mais possibilidade de reação inflamatória, e por isso a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) recomenda que as pacientes que as usam adiantem a revisão para comprovar a integridade das próteses”, explicou à AFP o presidente dessa entidade, José Horácio Aboudib.

Aboudib declarou-se surpreso com a decisão das autoridades francesas de recomendar agora a retirada dessas próteses: “Esse tema leva dois anos. Houve investigações e as autoridades francesas concluíram que os casos de câncer não estavam relacionados às próteses. Me parece mais uma decisão política do que médica, porque não parece que haja fatos médicos novos”, disse.

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