- Publicada em 6 jul 2011 às 17:30
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Para o deputado, a Santa Casa está passando por uma crise que envolve todo o sistema de saúde, uma vez que todos os municípios de MS acabam enviando pacientes para o hospital.
Assessoria/ML
Foi apresentado na sessão ordinária desta quarta-feira (06), pelo deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde e Seguridade Social da Assembleia Legislativa de MS Lauro Davi (PSB), o relatório referente à situação da Santa Casa de Campo Grande.
Esse relatório traz informações sobre a atual situação em que se encontra o maio hospital de MS, além de informações completas sobre o número de atendimentos e procedimentos realizados pelo hospital, incluindo a situação das contas e da junta administrativa, que está administrando a entidade desde 2004.
Para o deputado, a Santa Casa está passando por uma crise que envolve todo o sistema de saúde, uma vez que todos os municípios de MS acabam enviando pacientes para o hospital. De acordo com o relatório apresentado pelo deputado Lauro Davi, a Santa Casa hoje atende a demanda de pacientes de todas as macrorregiões de MS, uma vez que muitos municípios do interior do Estado não possuem estrutura de atendimento para atendimento de alta complexidade.
Segundo Lauro Davi, “a Santa Casa, em hipótese alguma, deixa de receber e prestar atendimento a um paciente que necessite de assistência médica de urgência e emergência”, relatou o deputado. Ainda de acordo com o parlamentar, até mesmo Dourados enfrenta problemas no atendimento hospitalar, “Dourados hoje sofre com problemas com seus hospitais, até porque quando a demanda de vagas e de complexidade ultrapassa o limite de atendimento, os pacientes são encaminhados para a Santa Casa”, disse Lauro Davi.
O deputado finalizou a apresentação do relatório apresentando um conjunto de 20 sugestões que podem contribuir para a completa reestruturação do hospital, das quais é possível destacar: o fim dos contratos com empresas terceirizadas que atendem o hospital, a completa informatização do sistema de estoque e distribuição de medicamentos, renegociar a dívida de aproximadamente R$ 6 mi com a Enersul, obter uma maior participação das prefeituras e do Estado junto ao repasse mensal de valores ao hospital e principalmente, estabelecer um novo modelo de gestão, onde haja a participação do Estado, município, ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), entidades, representantes de médicos, funcionários e usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) formando assim um conselho gestor para administrar o hospital.
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