• Publicada em 23 out 2011 às 11:00
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Samu reforça frota e passa a atender Coxim e outros 14 municípios de MS em 2012

O atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência será executado em parceria com o Corpo de Bombeiros.

Correio do Estado/AB

Foto: ÁLVARO REZENDE/CORREIO DO ESTADO Secretária Estadual de Saúde comenta novos projetos

Com 11 novas ambulâncias e duas aeronaves, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Estadual começa a funcionar em janeiro do próximo ano em cinco municípios do Mato Grosso do Sul. De acordo com o a secretária de Estado de Saúde, Beatriz Dobashi, também no próximo ano, com a criação dos Samus Regionais, que vão funcionar as regiões de Campo Grande, Dourados e Três Lagoas, no total, 15 municípios do Estado — pouco mais da metade da população sul-mato-grossense — contarão com o serviço.

O atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência será executado em parceria com o Corpo de Bombeiros. Segundo a secretária, o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) — situado no Parque dos Poderes, em Campo Grande, onde são recebidos os pedidos de socorro da Polícia Civil, Polícia Militar (PM) e Corpo de Bombeiros —, onde funcionará a central de regulação do Samu Estadual já começou a ser reformado.
Também os médicos-reguladores, responsáveis por atender as ligações e encaminhar as ambulâncias para realizar o atendimento emergencial, já estão sendo selecionados. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) não vai abrir concurso público e a equipe do Samu Estadual será montada com médicos e enfermeiros de carreira, que trabalham no Hospital Regional e Hospital Universitário, por exemplo, interessados em dar os plantões. “Enquanto fazemos a reforma e compramos os equipamentos, a gente treina os reguladores e no ano que vem começamos a funcionar. A expectativa é que em janeiro, no mais tardar fevereiro, a gente comece a operar com a nova central”.

Investimento
Na implantação do Samu Estadual e na regionalização dos Samus municipais da Capital, de Dourados e de Três Lagoas, o investimento inicial supera R$ 1,4 milhões. A obra no Ciops custará pelo menos R$ 150 mil, recursos provenientes do governo estadual. Para a compra dos equipamentos de informática e mobília serão gastos R$ 112 mil, verba o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garantiu que vai repassar aos cofres estaduais, em visita a Campo Grande no dia 4 deste mês.

As ambulâncias, compradas pelo ministério e que inclusive já estão em Mato Grosso do Sul, custaram cerca R$ 1,1 milhão e os instrumentos para equipar as aeronaves estão orçados em R$ 100 mil.

O serviço será custeados pelo Ministério da Saúde, pelo Estado e pelos municípios. De acordo com Beatriz Dobashi, por mês estão previstos gastos de R$ 2 milhões. “É um serviço caro e difícil de operacionalizar. Desde de 2009, a gente vem discutindo regionalização do Samu. Inicialmente, nós iríamos fazer um número maior de Samus Regionais, mas existem critérios populacionais do ministério nos quais a maior parte dos municípios do Estado não se enquadram, fora que, com exceção de Dourados, Três Lagoas e da Capital, as outras cidades não dariam conta de assumir a regulação das ambulâncias. Foi assim que, nós Estado, decidimos criar o Samu Estadual”, comenta a secretária.

Ampliação
De início, com o Samu Estadual, a população de Corumbá, Ladário, Aquidauana, Anastácio e Coxim passará a contar com a assistência pré-hospitalar de emergência. Para a implantação dos Samus Regionais, segundo Dobashi, falta ainda que as administrações da Capital, de Dourados e de Três Lagoas, finalizem os projeto e enviem ao Ministério da Saúde para a captação de mais recursos.

Com a regionalizaçãos três Samus municipais do Mato Grosso do Sul, também Naviraí, Mundo Novo, Nova Andradina, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Terenos e Sidrolândia contarão com o serviço.

A cobertura, estima a SES, já no próximo ano será de pouco mais da metade da população do Estado e o objetivo é que nos próximos três
anos o serviço seja ampliado para 100% dos sul-mato-grossenses.

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