• Publicada em 20 ago 2011 às 23:40
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Oscar faz 3, Brasil bate Portugal na prorrogação e é penta no Sub-20

Oscar conseguiu o gol de empate do Brasil na parte final do segundo tempo e forçou a prorrogação, quando marcou um golaço e deu o título à Seleção comandada por Ney Franco

Terra/AB

Foto: AP

Com exibição de gala Oscar, autor de três gols, o Brasil venceu Portugal por 3 a 2 na madrugada deste domingo, no Estádio El Campín, em Bogotá (Colômbia), e conquistou pela quinta vez na história o título do Mundial Sub-20. O meia marcou duas vezes no tempo normal e o tento decisivo na prorrogação.

Não faltaram motivos para a conquista da Seleção ser ainda mais especial. Serviu de “vingança” contra os portugueses, que haviam vencido o País nos pênaltis na final da edição de 1991 do torneio e seguem com apenas duas conquistas, e ainda apagou a frustração pelo vice na edição passada – derrota na final contra Gana, no Egito, em 2009.

Além disso, a equipe comandada pelo técnico Ney Franco e fecha a competição com o melhor ataque e a única a ter vazado Portugal. O atacante Henrique, que esteve apagado na final, termina como artilheiro, com cinco gols, ao lado do espanhol Alvaro Vazquez.

No tempo normal, Oscar abriu o placar para o Brasil logo aos 4min de jogo, mas Alex deixou tudo igual na sequência. Portugal virou aos 13min do segundo tempo através de Nelson Oliveira, mas Oscar novamente, aos 32min, empatou a partida. Oscar, aos 5min do segundo tempo da prorrogação, definiu o penta (1983, 1985, 1993, 2003 e 2011).

A Argentina segue como a maior vencedora da história, com seis conquistas. Em 2013, o Mundial Sub-20 será disputado na Turquia. A final

Após uma linda festa de encerramento do torneio, o jogo começou em ritmo acelerado. E, para delírio da torcida brasileira, bastaram quatro minutos para a até então intransponível defesa lusitana ser vazada pela primeira vez: Oscar cobrou falta da direita e Sérgio Oliveira desviou para a própria meta: 1 a 0 – a arbitragem deu o gol para o meia do Internacional.

Sob olhares do técnico da Seleção principal, Mano Menezes, presente em uma tribuna do estádio colombiano, e debaixo de chuva, os garotos do Brasil não conseguiram segurar a vantagem por muito tempo. Aos 8min, Nelson Oliveira avançou pela direita e cruzou para Alex, livre, deixar tudo igual.

O jogo seguiu movimentado após os dois gols. Aos 10min, a equipe verde-amarela, de novo na bola aérea, quase fez o segundo em lance polêmico. Roderick tentou cortar lançamento na área e só não marcou contra porque o goleiro Mika se esticou todo e defendeu no ângulo – a arbitragem não considerou que a bola entrou, apesar da reclamação brasileira.

Diante de bela festa da torcida colombiana, que não economizou nas “olas” e mostrou preferência pelo representante sul-americano da decisão, as duas seleções diminuíram o ritmo, mas ainda criaram boas chances até o intervalo. Nelson Oliveira tentou duas vezes e errou o alvo do lado português, enquanto Juan, em lindo chute da intermediária, quase surpreendeu o goleiro Mika.

O Brasil voltou para a etapa final com duas alterações: Guilherme Negueba entrou na vaga de Willian José, enquanto Allan substituiu Gabriel Silva. Mas quem marcou foi Portugal. Nelson Oliveira escapou fácil da marcação brasileira pela direita e chutou. Gabriel falhou no lance e viu a bola estufar as redes aos 13min.

Em desvantagem, Ney Franco não demorou para gastar sua última alteração: Philippe Coutinho, mais uma vez apagado, deu lugar a Dudu. O Brasil, porém, não pressionava com muita ênfase e apenas assustava em chutes de longe. Já a torcida resolveu “virar a casaca” e gritou “olé” enquanto os lusitanos trocavam passes.

Para piorar, a seleção portuguesa assustou em contra-ataques, explorando principalmente a habilidade de Nelson Oliveira, que infernizou o lado esquerdo da defesa brasileira. Em uma das jogadas, aos 27min, o atacante se livrou da marcação e chutou para boa defesa de Gabriel.

Mas foi justamente quando menos se esperava que a Seleção encontrou forças e buscou o empate. Dudu fez bela jogada individual e chutou cruzado. Mika conseguiu espalmar, mas Oscar aproveitou o rebote e fez seu segundo no jogo aos 32min. A equipe canarinho foi até mais perigosa que o rival a partir daí, mas não evitou a prorrogação, disputada em clima de tensão, com lances ríspidos e chances de gol.

Portugal chegou perto de marcar aos 6min do primeiro tempo, quando Caetano recebeu ótimo lançamento nas costas de defesa e saiu na cara de Gabriel. O português tentou marcar com um toque sutil de cobertura, mas viu o goleiro brasileiro defender. Já aos 15min, Danilo chutou forte, Mika bateu roupa e conseguiu se recuperar antes que o rival aproveitasse o rebote.

No segundo tempo, o jogo ia em ritmo lento até que a estrela de Oscar brilhou mais uma vez. Só o meia explicará se quis cruzar ou chutar direto para o gol. O que interessa para os brasileiros é que a bola alçada pelo atleta foi caprichosamente no ângulo e encobriu Mika. Era o terceiro gol de Oscar na decisão, algo inédito na história dos Mundiais. Era o gol do penta do Brasil.

BRASIL 3 x 2 PORTUGAL

Gols
BRASIL:
Oscar, aos 4min do primeiro tempo, aos 32min do segundo tempo e aos 5min do segundo tempo da prorrogação
PORTUGAL:
Alex, aos 8min do primeiro tempo, e Nelson Oliveira, aos 13min do segundo tempo

BRASIL: Gabriel; Danilo, Bruno Uvini, Juan e Gabriel Silva (Allan); Fernando, Casemiro, Philippe Coutinho (Dudu) e Oscar; Willian José (Guilherme Negueba) e Henrique. Técnico: Ney Franco

PORTUGAL: Mika; Cedric (Julio Alves), Nuno Reis, Roderick, e Mario Rui; Pelé, Sergio Oliveira, Danilo e Alex (Caetano); Saná (Ricardo Dias) e Nelson Oliveira. Técnico: Ilídio Vale

Cartões amarelos
BRASIL: Henrique, Juan
PORTUGAL: Roderick, Pelé, Sérgio Oliveira, Julio Alves, Saná, Nelson Oliveira

Árbitro
Mark Geiger (Estados Unidos)

Local
Estádio El Campín, em Bogotá (Colômbia)

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