- Publicada em 16 jul 2011 às 08:46
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“Foi um infanticídio. A mãe matou a filha recém-nascida e colocou pedaços de papel higiênico possivelmente quando ela começou a chorar”.
24HNews/ML
Os laudos do Instituto Médico Legal (IML) comprovam que Marcela de Souza Cardoso, de 26 anos, uma mulher que cursou o ensino médio completo matou a filha com parte de um rolo de papel higiênico, colocando-o na garganta da filha. Possuída, a mãe cega de ódio jogou o corpo do bebê no vaso sanitário e depois ainda deu a descarga.
“Foi um infanticídio. A mãe matou a filha recém-nascida e colocou pedaços de papel higiênico possivelmente quando ela começou a chorar”, afirma a delegada Anaídes Barros, da equipe de investigações da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP). Laudos também comprovam que Marcela não sofre de nenhum tipo de distúrbio mental e psicológico.
Nove dias depois da tragédia que abalou e revoltou uma população inteira, o marido de Marcela, descobre que nem ele, nem a mulher ainda entenderam a monstruosidade que ela fez.
Um homem aberto para o diálogo. Consciente de que seu nome está em jogo e, principalmente que tem que enfrentar uma barra pesada, além da fúria de uma sociedade inteira, que não concorda e ainda está revoltada com a morte do bebê, afirma que vai continuar lutando ao lado da mulher, pois também ainda não acredita que Marcela praticou um ato tão bárbaro e tão covarde contra a própria filha no momento do nascimento.
O programador de computador Marcos Antonio Andrade, de 38 anos, pai biológico do bebê assassinada pela mãe na madrugada da quarta-feira (06) da semana passada, e também pai de um menino de um ano e noves meses junto com Marcela é bem taxativo: “Minha ficha ainda não caiu. Eu ainda espero a minha mulher entrar pela porta como se nada tivesse acontecido. Eu ainda não acredito que ela matou a nossa filha e que ela está presa”, desabafa.
Em depoimento à DHPP, Marcela nega ter colocado pedaços de papel higiênico na boca da filha em um crime de asfixia mecânica, mas os laudos e as fotos do material retirados da boca da criança são contundentes. “São laudos técnicos que consolidam as provas científicas. Negar é a defesa dela”, pondera a delegada Anaídes.
Questionado sobre a morte da filha, Marcos diz que não entende porque a mulher matou a criança. “Nós já temos um filho que vai completar dois anos e ela nunca mostrou qualquer tipo de alteração em seu comportamento, principalmente de mãe. A Marcela sempre foi uma mãe normal como todas as outras. De repente ela cometeu essa monstruosidade, que nem eu, nem ela e nem ninguém que conhece a gente ainda conseguiu entender”, comentou Marcos com voz em tom embargado.
Marcela confessou à delegada Anaídes Barros em seu depoimento gravado e filmado, que tentou abortar por diversas vezes, mas não conseguiu. Também afirmou que pensou em dar a criança para adoção, mas resolveu mesmo foi não ter o filho ou a filha.
“Não sei explicar por que ela não queria a ter a criança. Aliás, eu não sabia nem que ela estava grávida. Desconfiei sim, mas ela alegou que, além de estar engordando, também estava doente. Só soube do que aconteceu quando cheguei em casa por volta das 5 horas da madrugada e encontrei a Marcela caída no chão do banheiro”, afirmou Marcos, fatos que conferem com os depoimentos de Marcela.
O PERDÃO - Apesar de alegar em depoimento que Marcos não iria perdoá-la, Marcela se enganou. Marcela conta em seu depoimento que o marido chegou a questionar diversas vezes sobre sua barriga, inclusive durante as relações sexuais, mas ela sempre dava uma desculpa e ele aceitava, até porque, segundo ela, a barriga não estava tão grande.
“Hoje eu sei que ela queria se livrar da criança de qualquer maneira, pois em seu depoimento a minha mulher (Marcela) afirmou que estava decidida a se livrar do bebê. Mas por que ela faria isso. São perguntas que eu não sei explicar, mas vou lutar para que alguém me explique. Quero saber se ela sofreu algum tipo de doença que a levou à rejeição da própria filha, ao ponto de matá-la. Vou lutar até que alguém me explique. Isso não vai diminuir a culpa dela, mas eu quero uma explicação científica”, desabafa Marcos.
A VIOLÊNCIA – O corpo do bebê assassinado foi encontrado por uma senhora que passava na tarde do mesmo dia seis ao lado de um poste de iluminação pública no meio a outros sacos de lixo.
O corpo foi jogado a poucos metros da casa da mãe que jogou, até então desconhecida. O fato chamou a atenção da comunidade, que foi em massa para o local, na Rua 48 da Morada da Serra (CPA-3), em Cuiabá.
Marcela foi presa no dia seguinte ao ser descoberta no Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSM-VG). A assassina está atualmente presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto após ser autuada em flagrante em crime de homicídio.
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Comentário de
joyce — 17 de agosto de 2011 às 18:01
minha mae mim ameaca de mote