• Publicada em 8 abr 2011 às 14:10
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Após tragédia no Rio e casos recentes em MS, segurança nas escolas preocupa pais

Nas escolas, os educadores também se preocupam. Em uma escola particular do centro de Campo Grande, o diretor, João Samper, afirma que adota as medidas possíveis para aumentar a segurança dos estudantes.

G1/ML

Um dia após a tragédia numa escola municipal de Realengo, no Rio de Janeiro, a segurança no ambiente escolar virou assunto para pais e professores em Campo Grande. Segundo a lista divulgada no início da noite desta quinta (7), 12 crianças morreram após Wellington Menezes de Oliveira, 23, invadir a escola e atirar contra os estudantes em plena sala de aula.

Mato Grosso do Sul teve episódios recentes que já haviam colocado em dúvida a segurança oferecida em escolas públicas e particulares. Um professor está preso acusado de ter, dentro da sala de aula de um colégio municipal de Campo Grande, estuprado um aluno de 11 anos de idade com uma arma em setembro do ano passado.

No mês passado, em Dourados, o professor André Luiz de Oliveira, de 37 anos, também foi parar na cadeia após ser denunciado pela própria esposa de ter filmado alunas nuas em uma escola particular.

Ainda no ano passado, a Polícia Civil prendeu em agosto, Enéias Silva Matos, 36 anos, apontado como autor de dois estupros de vulneráveis e perturbação da tranquilidade de crianças em duas escolas particulares e numa loja de brinquedos de Campo Grande.

Num dos casos, o homem se passou por pai de aluno, driblou a segurança do colégio particular, entrou no estabelecimento de ensino, conversou com uma criança e a chamou para ir até o banheiro. No local, o homem mostrou o órgão sexual, quando a garotinha se assustou e fugiu. Ao encontrar a mãe, a criança contou o que o homem havia feito. Ele responde por perturbação da tranquilidade.

Em outro flagrante de falha na segurança de um colégio particular campo-grandense, no dia 21 de junho, entre 12h e 13h, uma mãe chegou ao colégio com a filha de quatro anos e percebeu que um homem se aproximou da sua filha e a levou pela mão. Ela voltou e perguntou se a filha queria ir ao banheiro, quando o desconhecido fugiu. A menina revelou que ele a estava levando à força.

Mesmo com os episódios, o homem voltou a atacar, na mesma escola, desta vez um garoto de cinco anos que estava no banheiro. O acusado se aproximou da criança e passou a mão em seu bumbum e órgão sexual. Como o garoto ameaçou chorar, o homem fez sinal para parar, deu uma bala e fugiu. Por este crime a acusação é de estupro de vulnerável.

Preocupados

O ataque no Rio de Janeiro, pela grande comoção causada, deixou pais de todo o Brasil preocupados. A dona-de-casa Eva Maria Alves Pereira, de 35 anos, tem um filho de 9 anos que estuda em uma escola municipal e disse que a tragédia de ontem serve de alerta para os pais.

“Infelizmente o que acontece dentro da escola, depois que entrego meu filho, não está ao meu alcance controlar. Entrego na mão de Deus”, relata a mãe.

Nas escolas, os educadores também se preocupam. Em uma escola particular do centro de Campo Grande, o diretor, João Samper, afirma que adota as medidas possíveis para aumentar a segurança dos estudantes. A entrada de pessoas é controlada por um porteiro e há um monitoramento psicológico do corpo docente para evitar qualquer risco de abuso.

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